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SIMPOIETICA SELVAGEM | UM CADERNO DE CAMPO ARTÍSTICO, DIGITAL E COLETIVO é um modo de tecer corpos e territórios com as mulheres huni kuin por meio de um dispositivo intermidial de criação e memória.

O QUE É ESTE CADERNO?

Este não é somente um arquivo repositório. Intitulado Simpoietica Selvagem, o Caderno de Campo Digital e Coletivo configura-se como uma máquina de criar-com. É um espaço vivo onde a tecelagem tradicional do kene encontra as linguagens das Media Artes, operando em regime de coplanaridade. Aqui, o digital amplifica o ancestral, respeitando os tempos, os protocolos e a soberania das mulheres huni kuin.

Concebido no âmbito da pesquisa de doutoramento de Alexandra Deitos, em Media Artes pela Universidade da Beira Interior (UBI), este dispositivo nasce da parceria ética, afetiva e política com Txima Huni Kuin e as mestras tecelãs da aldeia Arco-Íris (Terra Indígena Seringal Independência, Acre, Brasil). O caderno registra não apenas objetos finais, mas os processos das práticas de conhecimentos, transmissão, criação e produção contínua do que chamamos de corpo-território.

NOSSA METODOLOGIA: A SIMPOIETICA SELVAGEM

Levando em conta os conceitos de simpoiese (Donna Haraway) e selvagem (Jerá Guarani) como prática de anti-domesticação (Manuela Carneiro da Cunha), entendemos a pesquisa como um fazer coletivo onde tecemos relações.

As oficinas de investigação artística realizadas na aldeia são o coração deste caderno. Cada painel tecido, cada registro audiovisual e cada narrativa compartilhada aqui passa por um processo de validação comunitária. As mulheres huni kuin são as curadoras, gestoras e validadoras deste conhecimento. Elas decidem o que pode circular, como deve ser apresentado e quais saberes devem permanecer protegidos dentro da comunidade.

POR QUE “DIGITAL E COLETIVO”?

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